Essa semana um fato curioso me chamou atenção e me deu inspiração para esse post. Dia 17/03 é quando se comemora o Dia de São Patrício, mais conhecido com St. Patrick's Day, em diversos países. A data de origem na cultura irlandesa é celebrada das mais variadas formas nos países que a incorporaram.
Ano passado tive a sorte de poder participar dessa festa e ver de perto como tudo acontece: as paradas nas ruas, as festas nos Irish Pubs, as pessoas vestidas de verde, bebida à beça, pessoas se divertindo como podem. Esse ano bateu uma certa nostalgia e quis relembrar. A noite iria para um Irish Pub no Rio de Janeiro, onde a data também era celebrada. Eis que tive a brilhante idéia de "twitar" Happy St. Pratrick's Day.
Para minha surpresa recebo algumas mensagens dizendo que "brasileiro comemorando St Patricks day é tão idiota quanto um inglês comemorando feriado de Zumbi" (?!), que "soh falta comemorarmos o 4 de julho... ¬¬" ou que "não é ufanismo, mas comemorar datas norte-americanas (não era irlandesa?) era uma palhaçada". Bom se isso não é ufanismo, por favor me digam o que é.
Movimentos para valorização da cultura nacional e total aversnão à cultura estrangeira não faltam por aí. Um deles é o MV Brasil, que é bastante radical. Em uma das campanhas sugerem que o brasileiro adote expressões como "correio eletrônico" no lugar de "e-mail" e "entrada" no lugar de "drive thru". OK! Isso quer dizer que devemos abolir também o filet mignon, o poster, a maionese, o abajour, o xampú e tantas outras milhares de palavras incorporadas de outros idiomas?
Em outra campanha eles pregam renúncia ao Halloween e valorização da cultura nacional. Será que uma coisa elimina a outra? Passamos nossa infância assistindo filmes, seriados e desenhos norte americanos que têm como pano de fundo sua cultura, que muitas vezes já está incorporada à nossa. Oras, se o Brasil é um país colonizado e que se orgulha de ter um sincretismo cultural dos mais ricos, não há justificativa de sermos ufanistas ao ponto de não reconhecer algo que seja construtivo cultural, intelectual, tecnologica ou cientificamente e que possa nos ajudar a evoluir ainda mais. Muita gente não sabe, mas o carnaval como festa não é tipcamente brasileiro (é francês), só para citar a data "mais brasileira" de todas.
De onde vem a tecnologia dos carros que consumimos? E o Mc Donald's? E o All Star? Ou o Nike, a Sony, a Microsoft e a Coca-Cola? Até os aviões. Que ainda que feito pela primeira vez por um brasileiro, hoje é fabricado na França (Airbus) e nos EUA (Boeing), sendo seguidos de longe pelo Brasil (Embraer). Ignorar tudo isso seria como regredir e nos tornarmos um país como Cuba há poucos anos atrás, que não permitia muita influência externa e o que se via é um país atrasado, com pouco desenvolvimento, tecnologia defasada e alto custo de vida. Mas com a saída de Fidel, até eles estão se dando conta que esse não é o caminho.
Fato é que comemorar uma data que acho interessante, que já tenha vivido ou não, e que tenha qualquer significado para mim, não vai me tornar menos brasileiro. A globalização é uma realidade e só quem tem a mente muito atrasada em alguns aspectos não notou isso ainda. Seja o St. Patrick`s Day, o Halloween, o Dia de Ação de Graças ou a Oktober Fest. Posso ser brasileiro, mas sou também um cidadão do mundo. E parafraseando o MV Brasil: Viva a cultura interncional!
Macaquinhos na Cabeça
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Haiti - realidade humana
Na universidade tive o azar de estudar uma disciplina por duas vezes (por ter ficar reprovado), mas a sorte de ter seu conteúdo analisado duplamente. Teoria política me fez entender como de fato funciona a realidade humana, que às vezes nos parece de tão clara compreensão, mas na realidade contém grande complexidade e ao mesmo tempo facilidade de equação.
Autores como Hobbes, Maquiavel (aquele mesmo que originou o termo "maquiavélico"), Locke, Rousseau, Tocqueville, Marx, entre outros, me fizeram refletir como somos todos tão instintivos e condicionados.
A recente tragédia no Haiti, que já é vista como a maior que a ONU já enfrentou, superando até o Tsunami de 2004, me possibitou ver tudo isso na prática. Irmão mata irmão por comida, vidas humanas são deixadas para trás, em vista de tantas outras que, não se sabe porque, foram privilegiadas e escolhidas para serem mantidas. Depois de quase duas semanas do terremoto de grau 7 na escala Richter, ainda há gente sendo resgatada com vida, mas agora isso não é mais possível. As buscas foram suspensas.
Isso me faz lembrar também da obra de José Saramago, "Ensaio sobre a cegueira", no qual cada um tem que cuidar da própria vida na selva de pedras em que se encontram vivendo após a epidemia de cegueira branca. Corpos jogados pela rua, pessoas com comportamentos animalescos, enlouquecidas, saqueando e dando tiros, tentando garantir pelo menos alimentação, são alguns dos exemplos do caos que se instaurou por lá e da falta do mínimo de dignidade que cada ser humano merece.
A verdade é que os haitianos precisam de amparo acima de tudo. O mundo deles precisa ser totalmente reconstruído. Acho válido todos os esforços financeiros que estão sendo feitos para ajudar. Isso será primordial nessa reconstrução e garantia de muitos elementos presentes na declaração universal dos direitos humanos.
Um dos países mais pobres do mundo e mais afetados pelo aquecimento global, o Haiti se vê como uma criança que acaba de ficar órfã de pai, mãe e de todos os seus referenciais. E nessa situação apenas dinheiro para pagar suas contas, moradia, comida e educação não seriam suficientes. O que essa criança precisa é de VIDA, de carinho, de um sentido para viver. E é isso que precisamos dar aos nosso irmãos haitianos.
PS: E o pior de tudo é ter que aturar um idiota de um cônsul sem um pingo de amor humano tem coragem de falar. Esse cara não merece nem estar vivo. Troco a vida de mil como ele pela da Zilda Arns.
Autores como Hobbes, Maquiavel (aquele mesmo que originou o termo "maquiavélico"), Locke, Rousseau, Tocqueville, Marx, entre outros, me fizeram refletir como somos todos tão instintivos e condicionados.
A recente tragédia no Haiti, que já é vista como a maior que a ONU já enfrentou, superando até o Tsunami de 2004, me possibitou ver tudo isso na prática. Irmão mata irmão por comida, vidas humanas são deixadas para trás, em vista de tantas outras que, não se sabe porque, foram privilegiadas e escolhidas para serem mantidas. Depois de quase duas semanas do terremoto de grau 7 na escala Richter, ainda há gente sendo resgatada com vida, mas agora isso não é mais possível. As buscas foram suspensas.
Isso me faz lembrar também da obra de José Saramago, "Ensaio sobre a cegueira", no qual cada um tem que cuidar da própria vida na selva de pedras em que se encontram vivendo após a epidemia de cegueira branca. Corpos jogados pela rua, pessoas com comportamentos animalescos, enlouquecidas, saqueando e dando tiros, tentando garantir pelo menos alimentação, são alguns dos exemplos do caos que se instaurou por lá e da falta do mínimo de dignidade que cada ser humano merece.
A verdade é que os haitianos precisam de amparo acima de tudo. O mundo deles precisa ser totalmente reconstruído. Acho válido todos os esforços financeiros que estão sendo feitos para ajudar. Isso será primordial nessa reconstrução e garantia de muitos elementos presentes na declaração universal dos direitos humanos.
Um dos países mais pobres do mundo e mais afetados pelo aquecimento global, o Haiti se vê como uma criança que acaba de ficar órfã de pai, mãe e de todos os seus referenciais. E nessa situação apenas dinheiro para pagar suas contas, moradia, comida e educação não seriam suficientes. O que essa criança precisa é de VIDA, de carinho, de um sentido para viver. E é isso que precisamos dar aos nosso irmãos haitianos.
PS: E o pior de tudo é ter que aturar um idiota de um cônsul sem um pingo de amor humano tem coragem de falar. Esse cara não merece nem estar vivo. Troco a vida de mil como ele pela da Zilda Arns.
domingo, 29 de novembro de 2009
Cuide do seu jardim
Sei que tem tempo que não apareço por aqui. Nem vou ficar me lamentando pela grande carga de coisas que tenho feito, pq seria chover no molhado e não devo ser o único por aqui. Mas as férias estão vindo pro aí e espero ser mais presente.
Hoje não vou postar um texto autoral, como de costume, mas algo que li ontem no verso de um flyer que recebi na porta da faculdade e achei bem interessante. Geralmente não pego esses papéis, porquê sei o quanto é caro para produzir e se não estou interessado no evento o destino do impresso será a primeira lixeira. Mas esse tinha uma foto do Nando Reis, a quem tenho admirção, na frente, o que me despertou curiosidade. No fim das contas nem show dele era. Lá vai:
Boa semana!
Hoje não vou postar um texto autoral, como de costume, mas algo que li ontem no verso de um flyer que recebi na porta da faculdade e achei bem interessante. Geralmente não pego esses papéis, porquê sei o quanto é caro para produzir e se não estou interessado no evento o destino do impresso será a primeira lixeira. Mas esse tinha uma foto do Nando Reis, a quem tenho admirção, na frente, o que me despertou curiosidade. No fim das contas nem show dele era. Lá vai:
Com o tempo você vai percebendo que
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar,
não precisar dela.
Percebo também que aquela pessoa
que você ama ou acha que ama,
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você e, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas
é cuidar do jardim
para que elas venham até você.
No final das contas você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você.
Texto atribuído a Mário Quintana
Boa semana!
domingo, 30 de agosto de 2009
Organizações e Sustentabilidade combina?
Em tempos de aquecimento global e mudança de consciência do ser humano, fazer sua parte é fundamental. Ter a preocupação de preservar a natureza e causar menores impactos se torna carro chefe na estrutura de diversas organizações.
A imagem que é gerada por essa sustentabilidade é o diferencial. Na teoria machista nada adianta se sair com a mulher mais bonita da noite e não poder contar aos amigos. Assim como, se sair com mulher feia, ninguém deverá ficar sabendo. Se formos em qualquer papelaria constataremos que o papel reciclado é em média 20% mais caro que o papel sulfite convencional. Então porque não economizar comprando papel comum e deixar que as produtoras de papel se preocupem em plantar mais árvores para compensar o estrago que fizeram?
Usar papel reciclado, energia solar, reciclar água, reduzir o uso de impressos, recolher baterias, aproveitar melhor a luz do dia... de nada vale se o cliente não souber. Saber que se é cliente de uma empresa preocupada com o papel ambiental é confortante para o consumidor, porquê está incentivando alguém a fazer sua parte por ele, mas acima de tudo estae inserido num novo contexto, no qual ser politicamente correto é a tendência. Quem preserva está in. Quem destrói está out.
É fundamental reforçar a idéia informando sempre que "O Banco tal é preocupado com sustentabilidade", que a "Empresa tal adotou uma girafa no zoológico", que o "Tal buscador mais popular do mundo planta uma árvora a cada 50 mil pesquisas" ou que "A outra empresa incentiva o projeto dos bichos-preguiça da Amazônia Central". A publicidade trazida com essas ações têm se mostrado eficientes e conquistando uma nova carteira de clientes. Até concorrência de licitações levam em conta a sustentabilidade.
O bom dessa história toda é que por serem boazinhas ou por estarem visando parecer boazinhas as organizações estão se adequando às "regras" do jogo e contribuindo para a preservação do planeta. A única coisa que elas esquecem de reforçar é que isso é um trabalho de formiguinha e incentivar o cliente a fazer o mesmo. Quando todos tomarem medidas como fechar a torneira ao escovar os dentes, apagar a luz quando não estiver no ambiente, não jogar lixo nas ruas, usar menos o elevador e não desperdiçar papel, por exemplo, e não deixar essa responsabilidade para as empresas politicamente corretas, ai sim a natureza vai sentir a diferença.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Cadê meu vídeo cassete?
Blog saindo do forno. Uma mistura de várias coisas encontradas por ai e opiniões minhas. Não sei a regularidade com que postarei aqui, mas espero agradar.
Lá vai o primeiro post:
Lá vai o primeiro post:
Cadê meu vídeo cassete?Estava agora fazendo algo que faço bem de vez em quando: assistindo novela. Assisto um capítulo hoje e um bloco semana que vem. O pior é que nada muda e sei exatamente o que está acontecendo com os personagens (Não sei se porque realmente não mudou nada ou se porque todos comentam). Só não me pergunte os nomes dos personagens que já é demais. Demorei quase três meses pra decorar os nomes dos protagonistas da novela atual "Caminho das Índias" - Maya, Bahuan e Raj - e já acho que sei de todo mundo. Mas não venho aqui para falar da novela, mas o quanto me dei conta de como nossas vidas mudam e a gente nem se percebe. Isso acontece tanto com um simples hábito que vou relatar já já, quanto com coisas de grande magnetude.
Voltando à história, estava vendo a tal da novela "Senhora do Destino" no Vale a Pena ver de Novo da Globo e passou um comercial do Criança Esperança. Quando mais novo não conseguia ficar acordado para ver todas as atrações e queria muito assistir algumas. A solução era programar o vídeo para gravar. Assim como acontecia se tinha que sair e programava o aparelho para gravar na hora marcada. Isso era alta tecnologia. Daí surgiu o DVD e o lugar cativo do aparelho VCR deu lugar a um leitor de DVD. O vídeo estava meio velhinho e já dando problemas, cabeças sujas...
Mandar ele embora foi muito doloroso, mas uma separação necessária para a evolução. Às vezes sentia falta, já que um aparelho de DVD que grava a programação nunca passou por aqui, muito menos Sky que grava os programas via Internet ou essas TVs super modernas que tem HD e blábláblá. Mas eis que surge o Youtube. Dizendo ser a revolução do conteúdo de TV, que a TV ia pra Internet. Era a tal da convergência das Mídias (Que se provou com o IPhone, mas isso é outro assunto). Não botei muita fé, pois quem iria ter paciência de colocar todo aquele conteúdo na rede, ainda mais sendo vídeos, que pesavam muito e seria impossível fazer um upload em menos de umas 5 horas de um videozinho de 5 minutos. Eis que outra revolução na minha humilde vida: Banda Larga super-mega-ultra-rápida. E agora o conteúdo está quase todo online, seja no youtube ou no site das emissoras e na maioria das vezes imediatamente após sua exibição. Como diria o velho Cid Moreira-Mister-M: "Isso é um espanto!"
-Oi, século XXI. Você tá por aí e nem fala nada...
Voltando à história, estava vendo a tal da novela "Senhora do Destino" no Vale a Pena ver de Novo da Globo e passou um comercial do Criança Esperança. Quando mais novo não conseguia ficar acordado para ver todas as atrações e queria muito assistir algumas. A solução era programar o vídeo para gravar. Assim como acontecia se tinha que sair e programava o aparelho para gravar na hora marcada. Isso era alta tecnologia. Daí surgiu o DVD e o lugar cativo do aparelho VCR deu lugar a um leitor de DVD. O vídeo estava meio velhinho e já dando problemas, cabeças sujas...
Mandar ele embora foi muito doloroso, mas uma separação necessária para a evolução. Às vezes sentia falta, já que um aparelho de DVD que grava a programação nunca passou por aqui, muito menos Sky que grava os programas via Internet ou essas TVs super modernas que tem HD e blábláblá. Mas eis que surge o Youtube. Dizendo ser a revolução do conteúdo de TV, que a TV ia pra Internet. Era a tal da convergência das Mídias (Que se provou com o IPhone, mas isso é outro assunto). Não botei muita fé, pois quem iria ter paciência de colocar todo aquele conteúdo na rede, ainda mais sendo vídeos, que pesavam muito e seria impossível fazer um upload em menos de umas 5 horas de um videozinho de 5 minutos. Eis que outra revolução na minha humilde vida: Banda Larga super-mega-ultra-rápida. E agora o conteúdo está quase todo online, seja no youtube ou no site das emissoras e na maioria das vezes imediatamente após sua exibição. Como diria o velho Cid Moreira-Mister-M: "Isso é um espanto!"
-Oi, século XXI. Você tá por aí e nem fala nada...
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